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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Fragmentos

Descolo-me desta pintura harmoniosa e precisa,
e, em tons de cinza, aprecio a antiga moldura
até conseguir reenquadrar o momento presente.
Desavisado, tento fotografar a realidade,
fazendo desta imagem o meu mundo;
um mundo recortado e incompleto – sim,
mas subjetivamente meu.



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