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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Força vital

Uma febre sem razão,
uma oração sussurrada,
um delicado desejo
de falar e ser finalmente ouvido,
de amar e não ser julgado,
um não sei quê de força descomunal.

Estrelas queimando em um cosmos de um vazio infinito;
pessoas e planetas vagando, aparentemente, sem nenhuma direção;
vidas que se perdem em si mesmas, alheias ao brilho da poesia e da flor.

Campos vazios e homens calados;
tempos de ira, ressentimento e desamor.

E, bem lá no fundo, coberto pelas cinzas do atraso,
uma vontade perene,
uma chama que não se extingue,
um mundo prestes a ser redescoberto.




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