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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Aurora

A poesia pairava sobre as águas
e, de repente, do nada se fez tudo:
a terra, o céu, as estrelas, a lua e o sol,
e, em especial, o Éden e seus habitantes
— tudo instantaneamente.

A vida era harmoniosa e pacífica;
viviam todos em amor recíproco.
Porém, também de repente, do egoísmo humano
fez-se o ódio que desfez o encanto,
fazendo orvalhar do céu um pranto
que inundou o mundo de uma tristeza tão profunda
e tão penetrante, que fez com que, por muitos e muitos anos,
não nascesse uma flor sequer.
Naquele tempo, nem mesmo um vestígio frágil de esperança
foi encontrado sobre a face da Terra.

Somente depois de um longo inverno tenebroso,
uma tênue luz, enfim, no céu brilhou,
prenunciando, na aurora dos tempos,
a instauração da Civilização do Amor.


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