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Momentos difíceis

Quase morri! Tá, isso é um tanto exagerado. Vamos reformular. Não cheguei perto de morrer literalmente, mas a simples possibilidade — à luz do que vivi — já foi o bastante para me assustar. Mas posso afirmar, sem hesitação, que algumas coisas morreram dentro de mim: certezas, inseguranças e, inclusive, muitos medos, pois o medo maior que temos já estava à espreita, rondando, se esgueirando sorrateiramente, sem que eu pudesse fazer nada. Pois bem, não morri, pelo menos não ainda, mesmo porque, caso contrário, não estaria agora escrevendo estas palavras. Se você me perguntar se eu aprendi alguma coisa com tudo isso, se me tornei uma pessoa melhor, mais sábia, daí eu não terei como lhe dar nenhuma resposta; só o tempo dirá. Talvez eu tenha aprendido uma ou outra coisinha, como, por exemplo, que estar saudável é muito melhor do que estar doente, que estar vivo é muito melhor do que a outra opção. Minha intenção não é fazer uma reflexão aprofundada sobre o tema, mas sim ter aqui uma convers...

Aurora

A poesia pairava sobre as águas
e, de repente, do nada se fez tudo:
a terra, o céu, as estrelas, a lua e o sol,
e, em especial, o Éden e seus habitantes
— tudo instantaneamente.

A vida era harmoniosa e pacífica;
viviam todos em amor recíproco.
Porém, também de repente, do egoísmo humano
fez-se o ódio que desfez o encanto,
fazendo orvalhar do céu um pranto
que inundou o mundo de uma tristeza tão profunda
e tão penetrante, que fez com que, por muitos e muitos anos,
não nascesse uma flor sequer.
Naquele tempo, nem mesmo um vestígio frágil de esperança
foi encontrado sobre a face da Terra.

Somente depois de um longo inverno tenebroso,
uma tênue luz, enfim, no céu brilhou,
prenunciando, na aurora dos tempos,
a instauração da Civilização do Amor.


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