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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Poeminha contraditório

Quero escrever um poeminha à toa,
um poeminha vagabundo,
desses que não dizem nada,
que estão aí só por estar,
sem pretensão alguma,
sem razão de ser:
— Que poeminha bom é estar junto a você! —





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