Soneto de Recordação

Um banco, uma praça,
em uma tarde dourada,
eis que te vejo do nada,
com luz, perfume e graça.

Uma memória emoldurada:
uma conversa que enlaça;
pássaros a fazer arruaça;
vida, sinais e uma nova florada.

De tudo, o que fica é a saudade,
que cresce sempre à tardinha,
lânguida, contida e evanescente.

Cresci nesta simpática cidade,
com sua grama bem cortadinha,
contemplando o mesmo sol poente.




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