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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Liturgia dos Imperfeitos

Deuses que podemos tocar,
mundos que podemos ver,
imperfeições que nos fazem humanos:
tudo parte da comédia divina e mundana do cotidiano.

Sou um pagão, um herege,
caminhando entre lobos,
entre criaturas que dançam no escuro.

Para além do dionisíaco e do apolíneo,
do sagrado e do profano,
um senso de que só a impermanência realmente permanece,
de que o nosso tempo está se esgotando.

Prazeres secretos, curas para aquilo que não há cura, sonhos que mais parecem pesadelos;
sucessão absurda, poema pretérito.




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