Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Constatação

Eis-me aqui de novo, com meus versos de botequim, com minha arte chinfrim, fazendo uma rima assim: ruim. Não sou boêmio. Sou abstêmio. Talvez, se eu bebesse um pouco, ou muito, conseguiria viver sem Poesia. Não sei, só sei que sempre fui assim: perdido e ensimesmado. Canto porque canto, e bota desafinação nisso! Ué, todos já foram embora? Por que estão apagando a luz? Meu nome não é José, nem Raimundo, e não carrego em minhas mãos o sentimento do mundo. Sou o que fiz de mim mesmo, e isso não é humildade, muito menos autoelogio, ou depreciação.

Dolce far niente

Alegria de nada fazer,

de repousar nos teus braços,

de ouvir tua voz.

És remanso acolhedor,

luz benfazeja,

sacrário de ternura.

Com teu toque delicado,

afastas a noite perene,

desanuvias meu humor.

Mergulho de cabeça no leito das horas,

flutuo em meio a um céu de doces sensações;

desejo ardentemente que o dia não termine.

Absorvo, mais uma vez, o aroma de tua essência indecifrável,

deixo teu olhar aquecer minh’alma;

diante de ti,

no silêncio da passagem inexorável do tempo,

sinto a quase completude do ser.




Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando sugestões...