Dolce far niente

Alegria de nada fazer,

de repousar nos teus braços,

de ouvir tua voz.

És remanso acolhedor,

luz benfazeja,

sacrário de ternura.

Com teu toque delicado,

afastas a noite perene,

desanuvias meu humor.

Mergulho de cabeça no leito das horas,

flutuo em meio a um céu de doces sensações;

desejo ardentemente que o dia não termine.

Absorvo, mais uma vez, o aroma de tua essência indecifrável,

deixo teu olhar aquecer minh’alma;

diante de ti,

no silêncio da passagem inexorável do tempo,

sinto a quase completude do ser.




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