Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Gota a gota e calmamente, um iceberg de potencialidades perde a sua suposta solidez, liquefazendo-se no presente. Nada é capaz de deter tal processo; o aquecimento é inevitável. Fica, então, aqui a nossa única certeza: o líquido que, aos poucos, se derrama deve ser muito bem aproveitado; a água do degelo formará um rio, e este rio, por consequência, desaguará na vastidão oceânica.
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