Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Um brinde à burguesia! Ela não fede, mas, como todo mundo, quer também ficar rica. Não quero aqui fazer poesia, quero falar mesmo é da vida comezinha: aluguel, contas, plano de saúde, uma boa escola para os filhos… Não é nenhum crime querer algo mais. Vender, comprar; ter princípios e valores; crescer na vida à custa do próprio labor. Uma piscina cheia de ratos é própria daqueles que vivem do suor alheio, daqueles que, por não suportarem a própria mediocridade e incapacidade, adoram culpabilizar aquilo que chamam genericamente de “O Sistema”.
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