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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Decadência

No altar do Nada,

em meio a corpos e coisas,

contemplo a deterioração constante de tudo.

Uma piada sobre algo do cotidiano;

um cão que ladra;

uma mulher que passa.

Dias, semanas, meses, anos...

A imagem que vejo no espelho não é mais radiante.

Sempre uma única direção, sempre o mesmo acre sabor.

...

Deleito-me, enquanto posso.




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