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Momentos difíceis

Quase morri! Tá, isso é um tanto exagerado. Vamos reformular. Não cheguei perto de morrer literalmente, mas a simples possibilidade — à luz do que vivi — já foi o bastante para me assustar. Mas posso afirmar, sem hesitação, que algumas coisas morreram dentro de mim: certezas, inseguranças e, inclusive, muitos medos, pois o medo maior que temos já estava à espreita, rondando, se esgueirando sorrateiramente, sem que eu pudesse fazer nada. Pois bem, não morri, pelo menos não ainda, mesmo porque, caso contrário, não estaria agora escrevendo estas palavras. Se você me perguntar se eu aprendi alguma coisa com tudo isso, se me tornei uma pessoa melhor, mais sábia, daí eu não terei como lhe dar nenhuma resposta; só o tempo dirá. Talvez eu tenha aprendido uma ou outra coisinha, como, por exemplo, que estar saudável é muito melhor do que estar doente, que estar vivo é muito melhor do que a outra opção. Minha intenção não é fazer uma reflexão aprofundada sobre o tema, mas sim ter aqui uma convers...

Jardim das Acácias

Rosas desvairadas,

crisântemos tristonhos,

lírios orgulhosos,

gerânios obstinados;

sim, o teu jardim tem muitas flores.

***

Por alamedas bem cuidadas,

por campos de amoras silvestres,

vou djavaneando o meu amor,

desaguando o que sinto

no oceano sem fim da insensatez,

cantando as glórias de um céu azulzinho,

de uma correnteza lilás e outras cores.

***

Vejo uma semente crescer no meu coração,

pressinto no ar, mesmo neste dia frio,

uma força singela, coisa mais bela:

uma vida ao teu lado cheia de novos sabores.




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