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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Desejo

O meu obscuro desejo
aumenta sempre e mais
toda vez que eu te vejo.
***
Eu quero ser o teu cais,
sentir-te em meus braços,
ouvir teus gemidos e ais.
***
Prender-te-ei em fortes laços
de um amor inquebrantável,
mais forte que ferros e aços.



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