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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Cosmos

Catapultar-me-ei às estrelas,
até o balé infinito das esferas,
atravessando nebulosas fabulosas,
galáxias turbilhonantes,
mundos de sóis e girassóis brilhantes,
pulsares, quasares, e tudo o mais que pensares.

E quando, ao final desta frenética jornada,
já cansado e procurando aconchego,
eu finalmente sossegar,
quero te reencontrar, lindo e azul,
oh, meu doce lar.

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