Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Em busca do tempo perdido

No retrovisor da memória, vejo fragmentos,
vestígios, tristes sombras de outrora.
Sinto o arrefecimento progressivo das partes
que não conseguem mais formar um todo;
percebo, a contragosto, o lento desmoronamento
daquilo que julgava um grande arcabouço.
Busco reconstituir imagens e lembranças,
reviver sentimentos, sabores e sensações...
Tudo rapidamente se desmancha ao meu toque:
a fumaça do chá quente, afetos, reminiscências e norte.


Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…