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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Normalissimamente

Fora das normas e dos padrões,
invento a minha própria normatividade.
Sou um insensato entre os sãos
e um são entre os insensatos.
Sou um expatriado de pátria alguma,
um viandante sincero
caminhando rumo ao ermo descampado,
alguém que procura aquilo que nunca será encontrado.


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