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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Sapere aude (atreva-se a saber)

O conhecimento é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados (alguém mais inteligente e mais vivido do que eu com certeza já deve ter dito isso antes). Somos seres banais, superficiais e fúteis, quem disser o contrário disso é porque, além dessas três coisas, é mentiroso também. Há que se compreender que o excesso de informação de nossos dias não gera, por si só, conhecimento, pois, para se chegar ao conhecimento, é preciso selecionar qualitativamente as informações úteis num arcabouço que tenha pelo menos dois elementos: lógica interna e lastro na realidade.


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