Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Angústia, tristeza, solidão, fim do mundo, falta de sentido, isolamento autoimposto; quero encontrar algo que me distraia da realidade. Nada posso contra o caos que me atordoa; a noite é longa, e o sono não chega. Por ruas desertas, o perigo se esconde em cada canto, já o silêncio se torna um incômodo, um abismo exasperante. E a vontade não morre, apenas hiberna, aguarda o momento propício, o tempo de reaproximação.
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