Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Olvidar a angústia que me rasga a pele,
a sensação de que algo me persegue,
deixar para trás a memória,
a vida, sonho.
Não há muito mais o que se fazer;
mergulho de uma vez por todas no nada que me engolfa,
que me emudece, fazendo-me aos poucos desaparecer.
De repente, e de forma previsível,
o silêncio se faz pungente;
tenho o que preciso, mas não aquilo que mais queria.
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