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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

A Alberto Caeiro

Toda a ordem, bem como toda a desordem,
está unicamente em nossa mente.
O mundo não é, em si, ordenado ou caótico.
O mundo apenas está aí e se apresenta a nós
como uma realidade a ser vista e sentida.
Somos nós que ordenamos tudo o que existe,
somos nós que classificamos
e damos nomes a todas as coisas.
Porém, neste processo exaustivo,
nos esquecemos de viver
e criamos em nossas mentes
uma imagem falsa do mundo.

O mundo não é bom nem mau,
aliás, o mundo não é, o mundo está.



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