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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

A Estrada e o Violeiro

Eu quero fugir,
cair na estrada,
desaparecer...
Iniciar a caçada
voraz e atroz
de todo o ser.




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