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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Entrada franca – Acesso restrito

O Amor bate à porta?
Ou será que ele bate a porta na nossa cara?
É certo que, muitas vezes, somos nós que entramos pela porta errada,
motivados pelas mais diversas razões e circunstâncias.
Devemos deixar a nossa porta aberta?
E se, de repente, entrar um estranho?
Ou devemos sair batendo de porta em porta? (Desespero!)
Não há respostas prontas ou fáceis para tais questões.
Cada um deve encontrar o seu próprio caminho,
sabendo que os desencontros e as desilusões serão constantes.
Alguns se perdem, outros se encontram;
alguns passam a vida inteira procurando;
outros conquistam rapidamente.
Mas o mais importante é viver tranquilamente,
aproveitando a felicidade, não a que idealizamos,
mas a que podemos alcançar.


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