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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Finitude

averno, inverno, ocaso
efêmera jornada entre dois abismos
luta desenfreada por mais vida
despedida sem aviso prévio
sonhos, suor e lágrimas
imanência e transcendência

História, ciência, arte, amor,
tudo em busca da imortalidade.



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