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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Passado

Memória e imaginação.
Ilusão e realidade.
Uma construção narrativa, um vívido simulacro
formado por quiméricas e reais lembranças.
Criamos sempre um mundo à parte...
Todas as nossas tentativas de reviver o passado
provocam uma fratura no tecido do real,
gerando, desta forma, uma nova história,
uma nova interpretação,
que é pautada por sentimentos e emoções,
alegrias e lágrimas, e, principalmente,
por uma vontade inexorável de preservação.



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