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Momentos difíceis

Quase morri! Tá, isso é um tanto exagerado. Vamos reformular. Não cheguei perto de morrer literalmente, mas a simples possibilidade — à luz do que vivi — já foi o bastante para me assustar. Mas posso afirmar, sem hesitação, que algumas coisas morreram dentro de mim: certezas, inseguranças e, inclusive, muitos medos, pois o medo maior que temos já estava à espreita, rondando, se esgueirando sorrateiramente, sem que eu pudesse fazer nada. Pois bem, não morri, pelo menos não ainda, mesmo porque, caso contrário, não estaria agora escrevendo estas palavras. Se você me perguntar se eu aprendi alguma coisa com tudo isso, se me tornei uma pessoa melhor, mais sábia, daí eu não terei como lhe dar nenhuma resposta; só o tempo dirá. Talvez eu tenha aprendido uma ou outra coisinha, como, por exemplo, que estar saudável é muito melhor do que estar doente, que estar vivo é muito melhor do que a outra opção. Minha intenção não é fazer uma reflexão aprofundada sobre o tema, mas sim ter aqui uma convers...

Dia após dia

Eu gostaria muito que você fosse a minha última ilusão,
mas acho que repetirei a dose outras vezes, infelizmente.
Não há saída; qual marimbondo atraído pelas chamas,
volto a cometer os mesmos erros, incorrer nos mesmos vícios.
Estou preso em uma armadilha, em um labirinto infindável,
e olho para todos os lados e não vejo nada,
ou talvez eu só enxergue mesmo aquilo que desejo muito ver.
Não acredito mais em minhas próprias palavras,
duvido de meus sentimentos mais íntimos
e confesso, por fim, uma ignorância total sobre mim mesmo.
A rosa cortada murcha lentamente em um belo vaso na mesinha de canto,
e o sol, com sua indiferença costumeira, nasce mais uma vez. 


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