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Momentos difíceis

Quase morri! Tá, isso é um tanto exagerado. Vamos reformular. Não cheguei perto de morrer literalmente, mas a simples possibilidade — à luz do que vivi — já foi o bastante para me assustar. Mas posso afirmar, sem hesitação, que algumas coisas morreram dentro de mim: certezas, inseguranças e, inclusive, muitos medos, pois o medo maior que temos já estava à espreita, rondando, se esgueirando sorrateiramente, sem que eu pudesse fazer nada. Pois bem, não morri, pelo menos não ainda, mesmo porque, caso contrário, não estaria agora escrevendo estas palavras. Se você me perguntar se eu aprendi alguma coisa com tudo isso, se me tornei uma pessoa melhor, mais sábia, daí eu não terei como lhe dar nenhuma resposta; só o tempo dirá. Talvez eu tenha aprendido uma ou outra coisinha, como, por exemplo, que estar saudável é muito melhor do que estar doente, que estar vivo é muito melhor do que a outra opção. Minha intenção não é fazer uma reflexão aprofundada sobre o tema, mas sim ter aqui uma convers...

Ode à alegria

Um acorde dissonante rasga as trevas do coração,
uma luz inesperada revela formas desconhecidas,
e o que outrora parecia ser o fim de um mundo seguro e confortável
revela-se como o indício de uma primavera interior.
Estamos diante do esfacelamento do real.
Algo se quebrou,
não há mais como voltar atrás!
Angústia, caos, isolamento,
um grito de desespero;
amor, ternura, solicitude,
um ato de verdadeira transfiguração.
Alquimicamente, sem que percebamos,
o ciclo da vida se renova;
não somos mais os mesmos,
a vida não é mais a mesma,
mas temos em mãos outra paleta de cores.

(O real nunca é o real-real, mas sim o real filtrado, adornado, transubstanciado.)


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