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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Tudo e Nada

Você vive em minhas memórias,

habita o recôndito sagrado dos meus pensamentos,

perscruta o abismo do meu ser.


Tudo é igual e ao mesmo tempo diferente;

é tão difícil agora seguir em frente.

 

Aqui é Tudo;

após, o Nada que assombra o Mundo.


Caminho, desnorteado,

por entre narrativas confusas,

visões utópicas

e mentiras descaradas.

Caminho… e descaminho.





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