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Momentos difíceis

Quase morri! Tá, isso é um tanto exagerado. Vamos reformular. Não cheguei perto de morrer literalmente, mas a simples possibilidade — à luz do que vivi — já foi o bastante para me assustar. Mas posso afirmar, sem hesitação, que algumas coisas morreram dentro de mim: certezas, inseguranças e, inclusive, muitos medos, pois o medo maior que temos já estava à espreita, rondando, se esgueirando sorrateiramente, sem que eu pudesse fazer nada. Pois bem, não morri, pelo menos não ainda, mesmo porque, caso contrário, não estaria agora escrevendo estas palavras. Se você me perguntar se eu aprendi alguma coisa com tudo isso, se me tornei uma pessoa melhor, mais sábia, daí eu não terei como lhe dar nenhuma resposta; só o tempo dirá. Talvez eu tenha aprendido uma ou outra coisinha, como, por exemplo, que estar saudável é muito melhor do que estar doente, que estar vivo é muito melhor do que a outra opção. Minha intenção não é fazer uma reflexão aprofundada sobre o tema, mas sim ter aqui uma convers...

Releituras

Quando a gente fala ou escreve (poemas, no meu caso), parece sempre, naquele momento, que estamos dizendo ou registrando algo de suma importância, vital para nossa existência. Mas depois, com o tempo, as palavras faladas se evaporam e perdem o sentido, e as palavras escritas nos parecem, no mínimo, ingênuas — quase como o retrato de alguém que já não somos mais.

Todavia, é certo dizer que tudo o que expressamos tem uma importância incomparável, pelo simples fato de se tratar da exteriorização daquilo que estamos sentindo em uma determinada fração de nossas vidas. Por certo, o tempo — se o tivermos, é claro — nos dará a chance de fazer releituras, de reavaliar aquilo que foi dito ou escrito, de perceber que tudo muda e se transforma, geralmente de formas inesperadas e, muitas vezes, sem aviso prévio.

É bom reconhecer que nem todas as mudanças se revestem de um aspecto negativo e que, por outro lado, nunca mudar nada talvez não seja a melhor solução. O equilíbrio é difícil de ser encontrado, eu sei: os discursos e as palavras podem ser facilmente alterados; no entanto — e isso vale para tudo — a interpretação final não é nossa.

Uma obra, assim como a vida, é um retalho de palavras e histórias, vivências e memórias, dores e alegrias… Enfim, é uma amálgama de fatores cuja totalidade desconhecemos completamente.





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