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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

As marés da vida

Minhas palavras se evaporam

Meus pensamentos se diluem

Mergulho cada vez mais fundo

Miro a última ilusão desfeita

Maldigo paixões arrefecidas

Mastros e velas destruídas

Naufrágio além do horizonte

Nebulosas memórias e tempestades

Nítidas angústias ao vento do norte

Nada, porém, que me faça desistir

Ondas, fluxo, vida e calmaria

O tempo e amor restantes.




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