Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Canteiros 🌷

Eras tu ontem
– não poderia ser mais ninguém –,
seguindo os meus passos,
revolucionando a minha realidade.

Estás nos devaneios que tenho,
nos pobres versos que aqui despejo,
nas alamedas e canteiros do meu labiríntico coração.
Vejo-te em tudo, mas nunca diretamente,
nunca tête-à-tête.

És a folha ao vento no outono,
o canto da ave liberta na primavera,
o brilho de um olhar que transcende qualquer estação.
És ritmo, passagem, tempo:
aurora e crepúsculo,
som e silêncio.




Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…