Inominável
Uma floresta densa, escura, cheia de mistérios e perigos. Uma trilha estreita, tortuosa, que desfaz o juízo e dilacera a alma. Animais selvagens à espreita; clima inóspito, sem fogo nem abrigo. Lugar onde se entra, e apenas isso.
Floresce o dia
nos jardins da insensatez;
espinhoso é o caminho
que conduz à sanidade.
Loucura e sonho
tecem enredos desconexos;
bifurcações
me levam para todos os lados.
Sorvo uma taça de otimismo
que me amarga a boca;
vendo sonhos,
à vista
e a prazo.
Tento recuperar o fôlego,
corrigir erros passados.
Quero, de uma vez por todas, silenciar o caos.
Quero gritar,
a plenos pulmões,
o silêncio.
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