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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Floreio

Floresce o dia
nos jardins da insensatez;
espinhoso é o caminho
que conduz à sanidade.

Loucura e sonho
tecem enredos desconexos;
bifurcações
me levam para todos os lados.

Sorvo uma taça de otimismo
que me amarga a boca;
vendo sonhos,
à vista
e a prazo.

Tento recuperar o fôlego,
corrigir erros passados.

Quero, de uma vez por todas, silenciar o caos.
Quero gritar,
a plenos pulmões,
o silêncio.





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