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Constatação

Eis-me aqui de novo, com meus versos de botequim, com minha arte chinfrim, fazendo uma rima assim: ruim. Não sou boêmio. Sou abstêmio. Talvez, se eu bebesse um pouco, ou muito, conseguiria viver sem Poesia. Não sei, só sei que sempre fui assim: perdido e ensimesmado. Canto porque canto, e bota desafinação nisso! Ué, todos já foram embora? Por que estão apagando a luz? Meu nome não é José, nem Raimundo, e não carrego em minhas mãos o sentimento do mundo. Sou o que fiz de mim mesmo, e isso não é humildade, muito menos autoelogio, ou depreciação.

Sedução

Seduza-me com musicalidade e encanto,
com versos diversos e com seu canto.

Conquista-me através de olhares vibrantes
e também por meio de verdades cortantes.

Arrebata-me com delicadeza, originalidade e poesia,
para que eu seja teu desde a primeira florada até a noite tardia.

Inebria-me com histórias, inteligência e graça,
pois a alegria e o humor são algo que enlaça.

Retira de mim todo o fel, mas aos poucos,
para que eu não seja mais como os loucos.

E dá-me todo o amor que, a sete chaves, guardas devotamente, sem equívoco,
para que possamos nos completar de corpo, alma e mente, em uníssono.



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