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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Desvanecer

Foi o desejo que me guiou até aqui.
Sinto-me liberado de toda uma carga,
tiraram-me os grilhões que me prendiam,
mas a sensação que sinto neste momento
é muito mais do que a de liberdade.
Na realidade, o que sinto é um grande vazio.
Tenho a impressão de que algo grandioso
esteve próximo de acontecer.
Não consegui nada do que queria,
tudo falhou.
Minha existência quase...
No entanto, não tenho mais o que esperar,
cheguei ao fim.



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