Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Aos borbotões, o rio caudaloso da vida, de forma repentina e abrupta, tem o seu calmo curso interrompido por uma queda inesperada. Ao longe, ouve-se o fragor desesperado das águas agitadas. Porém, aos poucos, tudo volta ao normal. O mar, este destino último, aguarda impassivelmente.
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