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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Cachoeira

Aos borbotões, o rio caudaloso da vida,
de forma repentina e abrupta,
tem o seu calmo curso interrompido
por uma queda inesperada.
Ao longe, ouve-se o fragor desesperado
das águas agitadas.
Porém, aos poucos, tudo volta ao normal.
O mar, este destino último, aguarda impassivelmente.



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