A Morte da Arte?!

Tolos? Ou algo em nós que ainda não compreende:
engodo artístico, decomposição… ou apenas mudança.

Esqueceram-se da tradição,
ou talvez a tenham deixado para trás,
e, no que restou daquilo que não encontraram,
há um luto subterrâneo.

Aos poucos, o culto ao belo se dilui
(ou se transforma em outra coisa que ainda não sabemos dizer).

Artistas produzem a sua arte inovadora:
transgredir por transgredir, desconstruir por desconstruir.
Conservar soa estranho, quase deslocado.
E, ainda assim, algo nessa arte permanece a inquietar.


Marcel Duchamp, Fountain, 1917.

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