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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Moralis

Agir conforme as próprias vontades não requer esforço;
reprimir essas vontades, sim.
O mal se prolifera nos pântanos da leniência e da tibieza,
enquanto que, para se fazer o bem, é necessário muita labuta,
muitos esforços, muita dedicação.
Deixado em seu estado natural, o homem não é belo nem justo;
da destruição total do passado não surgirá um futuro augusto.
Uma reengenharia social que desconheça completamente
a nossa íntima natureza só piorará tudo.
A nossa luta deve ser constante!
Devemos buscar a perfeição,
mesmo estando cientes de nossas imperfeições,
mesmo sabendo que se trata, no fim das contas,
de uma missão impossível.



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