Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Tudo se perde com o tempo: perde-se a vergonha, perde-se a fantasia, perde-se a alegria, perde-se a vitalidade, perde-se, aos poucos, a esperança. Alguns perdem até os cabelos, mas não a barriga. E, se longeva a vida for, perdemos, inclusive, as pessoas que mais amamos. Tal processo, apesar de doloroso, é imprescindível, perder é, antes de tudo, amadurecer. É preciso deixar para trás toda a carga inútil, todo o peso morto; seguir em frente, até que não reste mais nada; só assim conseguiremos chegar, com altivez, ao fim desta jornada.
Linda poesia! Devemos aproveitar a vida, e não deixar de aproveitar as oportunidades que a vida nos impõe. O tempo nos conta a favor e contra!
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