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Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.
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Em sonhos...
Deslizo suavemente a ponta dos meus dedos sobre a sua pele macia e agradável, sinto o seu rosto abrasado, a sua silhueta sedutora, a umidade irresistível dos seus lábios... Perco-me, de repente, no oceano dos seus olhos; não quero mais voltar a nenhum porto seguro ou cais, pois o não estar apoiado em nada, náufrago de mim mesmo, é-me tudo. O seu perfume me faz desejar ser o que não sou, ir além daquilo que posso. E seus cabelos, ouro nativo, me fazem sonhar com glórias futuras e presentes, me fazem querer ser rei de um mundo desconhecido, um altivo explorador. Sinto, então, uma vibração profunda por todo o meu corpo, como se estivesse, talvez porque realmente esteja, em sintonia com o universo, múltiplo e uno em você.
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