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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

No Jardim de Vênus

Linda, linda moça,
ouça o seu coração!
Saiba que não há amanhã,
não há caminho de volta.
Aqui, uma conversa moderna:
você é minha alma,
você é meu tudo,
e por isso eu vivo em chamas,
sem fôlego,
sonhando,
desejando.
Estou em queda livre,
mas você
não vê!
Perco-me constantemente,
mas você não me encontra.
O amor é um oceano,
e eu, um barco à deriva.
– Então, quer bailar comigo?!



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