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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Definir, definhar, desaparecer…

Achar que se pode ser sempre aquilo que se é, sem nenhuma alteração, como se pudéssemos vencer o tempo, tornando-nos cópias eternas de nós mesmos, é um engano pueril; tudo muda. Queiramos ou não, a vida segue em frente, o mundo percorre o seu destino não conhecido por ninguém, e nós, passageiros desavisados, nos transmutamos pouco a pouco em algo que não conseguimos divisar. Tudo acontece tão lentamente. A imagem no espelho não é mais a mesma, e a vida agora é um misto de sensações agridoces. Perdemos o que não queríamos perder, ganhamos o que não sonhávamos conquistar. A jornada continua e a mudança em nós também.



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