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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

A Estrada da Desolação

O passado parece irrelevante,
e a minha mente vaga no além-horizonte.
Fragmentos de uma possível existência,
caminhos bifurcados e incompreensíveis,
antigos ledos enganos que nos empurram para frente,
mas nenhuma seta ou indicação.
Meus pés sangram à beira do caminho,
e mais uma tempestade se aproxima;
preciso continuar, não posso desistir,
mesmo não tendo para onde ir.




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