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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Randomicidade

Nada,

absolutamente nada,

antes ou depois.


No meio,

dor e amor imensos.


Sem pátria nem cátedra,

apenas láudano e pântano.


Vapores translúcidos e sóis multicolores,

onde garotos e garotas bonitas vagam, perdidos.


Um sulco aberto na alma,

um vazio preexistente

e, no mais, pura aleatoriedade.




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