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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Compondo versos

Aqui está a minha vida,

talvez não a vivida,

mas a vida inventada,

emoldurada, transfigurada.


Busca constante por verossimilhança,

tentativa de soar o mais plausível possível,

de fazer do falso, verdadeiro,

do real, surreal.

Comboio de emoções não vividas,

mas também de dores excruciantes,

de sentimentos extasiantes.


Eu componho versos singelos,

escrevo sobre dragões e castelos,

sobre a vida e seus flagelos,

tudo isso tão somente para fortalecer os elos.




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