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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Pequenas Grandes Metas

Livrar-se da feiura

e romper toda clausura;

seguir os caminhos da beleza

e não ter mais qualquer certeza,

sobretudo certeza devoradora e absoluta;

entrar na ignota gruta

e sair de lá diferente;

gritar com a atrasada gente

e nunca, jamais,

em hipótese alguma,

nunquinha mesmo,

olhar para trás.




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