Disparate
Debaixo do sol ofuscante do meio-dia,
segredos que não posso ver,
verdades que não posso tocar.
Nas retas curvilíneas das perguntas sem respostas,
fantasmas e sombras,
correntes e grilhões.
Estilhaços por todos os lados;
reflexos de uma existência sem sentido.
O absurdo vai crescendo aos poucos,
como um musgo,
tomando conta de tudo.
E o caminho está fechado,
obliterado, pra nós.
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