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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Disparate

Debaixo do sol ofuscante do meio-dia,

segredos que não posso ver,

verdades que não posso tocar.

Nas retas curvilíneas das perguntas sem respostas,

fantasmas e sombras,

correntes e grilhões.

Estilhaços por todos os lados;

reflexos de uma existência sem sentido.

O absurdo vai crescendo aos poucos,

como um musgo,

tomando conta de tudo.


E o caminho está fechado,

obliterado, pra nós.




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