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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Em tua companhia

Em nossas tardes deleitosas,
o surgimento de afinidades eletivas,
a fusão de almas que se atraem.
Um souvenir na penteadeira,
um antigo livro na estante;
uma agradável reminiscência,
uma poética dedicatória.
Ao som da tua voz equidistante,
uma sucessão de ideias, sensações e sentimentos;
perto mesmo que longe,
vida além-horizonte.
Ermos sítios do espírito, à espera de uma luz;
tu és para mim aquilo que nunca se traduz.


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