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Constatação

Eis-me aqui de novo, com meus versos de botequim, com minha arte chinfrim, fazendo uma rima assim: ruim. Não sou boêmio. Sou abstêmio. Talvez, se eu bebesse um pouco, ou muito, conseguiria viver sem Poesia. Não sei, só sei que sempre fui assim: perdido e ensimesmado. Canto porque canto, e bota desafinação nisso! Ué, todos já foram embora? Por que estão apagando a luz? Meu nome não é José, nem Raimundo, e não carrego em minhas mãos o sentimento do mundo. Sou o que fiz de mim mesmo, e isso não é humildade, muito menos autoelogio, ou depreciação.

Ignoto território

Invólucro,
carapaça,
casca;
o que há por baixo,
aquilo que inspira,
(respira),
aquilo que é,
não há quem
— por mais que tente —
toque,
veja,
sinta,
alcance.

Mistério escondido à vista de todos;
melodia inefável e silenciosa;
flor que nasce, cresce e fenece
em meio à floresta intocada,
sem que ninguém saiba.

Sopro, névoa, revoada…

Luz que não se vê;
segredos oceânicos;
território fora de alcance,
jamais por outro pisado.




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