Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Sussurro no seu ouvido palavras desconexas. O vento fustiga as janelas. Aqui, com você, está quente, mas lá fora a tempestade ruge. Por um instante, a existência parece fazer algum sentido. Eu sei que, ao canto da cotovia, tudo se dissolverá (ah, o rolo compressor da realidade), mesmo assim, neste momento, quero apenas contemplar um pouquinho mais as curvas suaves do seu corpo, fixar na minha memória o seu sorriso.
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