Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Fugindo de mim mesmo, corro até tropeçar numa pedra. Percebo, então, que todos os caminhos me levam de volta àquele mesmo lugar. O telefone toca, mas eu nem ligo; sigo em frente. São 6h15. Aurora se aproxima e me pega pela mão. Atravesso, com ela, a Via Ápia. A cidade aberta está logo ali… Olho no espelho e vejo Amor rindo de mim.
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