Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Tropeço na noção de tempo e me esparramo na relva molhada; contemplo nuvens de glórias passageiras até mergulhar num céu azul-piscina. Volto aos tempos de criança. Há uma toca de coelho no meu jardim; faço-me de explorador e, audacioso, encontro Beatriz e Virgílio pelo caminho. Hipopótamo, anos, séculos, eras… Tudo retorna para o mesmo ponto, para a mesma singularidade. A vertigem finalmente passa, descerro os olhos: nuvens, céu azul, infinito.
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