Eu olho para uma parede branca e, de tanto olhar, acabo percebendo certas nuances, imagens distorcidas que, aos poucos, vão tomando forma; de repente, não estou mais diante de uma parede branca, há ali uma imagem nova, cheia de significados, padrões, cores e simetrias; porém, com o tempo, acabo entediado com aquilo que vejo, passo então a olhar novamente para esta parede, fixo meus olhos nela até que, já muito cansado e quase arrependido, a única coisa que vejo é simplesmente uma branca parede.
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